As pessoas são muito mais do que os 3 ou 4 aspectos que vemos nelas.
Ou seja, apresentam muitos mais motivos para as amarmos do que o que parece à primeira vista.
Mas eu podia ter escrito a frase anterior substituindo "amarmos" por "detestarmos". O que me levou a optar pelo amar?
Primeiro, é-me difícil detestar. Quando alguém me faz mal, procuro que o gostar abandone o meu espírito e mais nada.
Segundo, detestar dá imenso trabalho e, como não traz gratificação nenhuma, sinto que só serve para perder tempo de vida bem vivida.
Não acham?
Detestar pessoas dá trabalho e, como tu dizes, para além de não nos trazer nenhuma gratificação,deve ser um sentimento de chumbo.
ResponderEliminarPorque lidar com esse sentimento, canalizando-o para alguém que um dia conhecemos, não deve ser fácil. Digo eu!
Detestar objectos, por sua vez, por exemplo, é muito mais inócuo.
Já ter um odiozinho de estimação, é diferente! :)Por figuras públicas que não conhecemos! Chega até a ser engraçado, de tão irracional!
abraço
"Existem muitos motivos para não se amar uma pessoa, mas apenas um para amá-la."
ResponderEliminarCarlos Drummond de Andrade
Maria Heli,
ResponderEliminar"de chumbo", tens toda a razão: é que voar é sempre preferível a enterrarmo-nos em areias, movediças ou não!
Pelas figuras públicas e, acrescento eu, pelos clubes de futebol: engraçado porque, no fundo, aquele ódio não é muito autêntico, pois não?
Bj
Crazyjo, achas? Ou nós temos uma visão deformada pela História que nos ensinaram na escola, toda feita à base de guerras, doenças, golpes palacianos, etc, ou seja, com um lado não muito bonito da humanidade?
ResponderEliminarOu ainda: será que o amor e o ódio existem em iguais proporções (eu acho que existe mais amor) e voltamos à cena da garrafa meio cheia ou meio vazia, conforme as nossas inclinações? Na verdade, é impossível sabê-lo com segurança, penso eu.
Beijinhos
MaDi, esta frase é como um murro bem pregado! Deixa-me atordoado e quase sem saber o que responder! Mas, com alguma dificuldade, levanto-me do chão, sacudo a cabeça e respondo: Só um!? Se esse um for o "não sei porque amo", então aí sim, estou de acordo! Achas que era isto o que o poeta queria dizer?
ResponderEliminarExactamente, Rui. Nós não amamos por nenhuma razão específica, nem por várias. A pessoa a quem amamos terá até muitas razões para não a amarmos. Mas voltamos a questão, de que os sentimentos nós não controlamos...
ResponderEliminarJá eu, parafraseio o Sérgio Godinho: «aprendi a amar por motivos vários (...) aprendi a matar bem mais do que penso».
ResponderEliminarDetestar dá trabalho, mas amar também dá.
Claro que não! :)
ResponderEliminarEu cultivo odiozinhos de estimação que me dão imensa vontade de rir. Dispõe-me bem!
bjo