segunda-feira, janeiro 24, 2011

César dos Santos Chiquelho

Morreu um Homem.
De notável inteligência e humanidade.
Que marcou a vida de centenas, se não de milhares de pessoas.
Foi um homem de família.
Foi um político que nunca abdicou da sua consciência, como até os seus correligionários amargamente o souberam.
Mas, acima de tudo, foi um Professor (forma, aliás, como era tratado por toda a gente).
Viveu em Portugal, trabalhou em África, voltou a Portugal.
A sua actividade centrou-se sempre nos alunos, na cultura, nos livros e no campo.
Avesso a todos os tipos de ditadura foi, sobretudo, um espírito permanentemente indómito.
Foi um Homem que eu sempre admirei. Foi meu sogro.
A Morte, estúpida, irracional e injusta, veio buscá-lo.
Lembrá-lo-ei sempre com aquele seu sorriso de quem sabe que vai perturbar as consciências acomodadas.

8 comentários:

Máxima disse...

Era assim.
Foi meu Pai. Avô do nosso filho.
Obrigada, Rui.

Anónimo disse...

Assim foi e será na memória de quem o tinha como um forte esteio que alicerçava o amor paternal e sobretudo a amizade. Foi pai, irmão, companheiro e sobretudo um AMIGO.
Obrigado pelo reconhecimento.
César Chiquelho (jr)

Vitamina CeCe disse...

É e sempre será o meu avô.
Professor de muitas lições da minha vida.

Vidade disse...

Acima de tudo, um Homem justo, sem ser justiceiro.
Houvera mais homens assim e o mundo era bem melhor.
Adorei o texto.

Cláudia disse...

Foi politico, foi professor, foi avô, marido, pai e foi muito mais que isso...Não há pessoa que não o conheça pela justiça das palavras e pela piada propositada. Por todo o que foi e vai ser sempre, será para mim o poeta, o escritor, o professor, o politico, o pai e o avô. Bem hajas!

Rui disse...

De nada.
Este foi um testemunho pálido, mas sentido, do Homem que ele foi.
Ainda bem que aqui vieram completar essa imagem que eu dei.
Obrigado, também.

Méon, disse...

Só um Homem como o Rui consegue falar assim de outro Homem!

Recolho comovidamente este testemunho tão intenso.
Abraço, a Vida continua!

Rui disse...

Obrigado, Méon, mas, sem falsas modéstias, estou ainda a uma grande distância.
O meu sogro, sim, era de facto uma personalidade notável.
Um abraço.