domingo, setembro 27, 2009

Um futuro negro

Confesso-me terrivelmente assustado.

O ladrão de deficientes e dos doentes que são obrigados a ir para o hospital;
para oferecer dinheiro e outras benesses aos bancos;
que fez da inveja, não da ambição, um valor;
que normalizou a mentira, a ponto de ela ser indistinguível da verdade;
que perseguiu os jornalistas que não pôde comprar,
que premiou a incompetência e a desonestidade,
que, enfim, tanto empobreceu Portugal, não só material mas também, e acima de tudo, animicamente...

... ganha as eleições?

Repito para mim vezes sem conta: já não sou professor!, já não me podem tratar como lixo!, já não sou professor!, já não sou professor e estou muito mais livre dele(s). Mas nada disto consegue afastar as sombras negras que inundam o meu espírito.

E se, aos 51 anos de idade, consegui mudar de vida, de trabalho e de cidade, também conseguirei, se isto ficar insuportável, mudar para fora deste país, cada vez mais miserável e de miseráveis!

1 comentário:

Anónimo disse...

E não és o único a sentir-te assim!!