domingo, setembro 28, 2008

Sonata de Outono, Ingmar Bergman

Estive a ver Sonata de Outono, para mim o filme de Bergman de que mais gostei até agora, juntamente com Monika e o Desejo.
Em ambos aparece um olhar que nunca mais nos larga até ao fim da vida, o de Liv Ullmann no primeiro:

e o de Harriet Andersson no segundo:

A propósito da personagem Eva, interpretada precisamente por Liv Ullmann, apercebi-me de uma tragédia terrível:

Sempre que alguém não sabe a pessoa, o ser que é realmente, jamais conseguirá descobrir quando e que está a ser realmente amado.

5 comentários:

Xantipa disse...

Conclusão dramática, terrivelmente dramática.

Xantipa disse...

(a minha foto ligeiramente sorridente não se adequa ao meu comentário anterior. Desculpe...)

Rui disse...

Não sei sea Adriana viu o filme, mas em Eva pareceu realmente uma "conclusão": no fim do filme, ela retorna ao início, perde outra vez a lucidez em relação à mãe medonha e volta a implorar o amor desta, negando-se a si própria o conhecimento de que a mãe jamais a amara. Se ela aceitasse esse conhecimento, talvez fosse capaz de ouvir o marido que a ama realmente, sem a interferência destruidora da sua voz interior.

A foto não "é" a "pessoa", eu não confundo, portanto não se preocupe. Tenho sempre prazer com as suas visitas. Bjs

Anónimo disse...

o que é ser realmente amado? caro filósofo...e o que é não ser realmente amado?? o que varia é apenas o instante! como uma força pendular!

Xantipa disse...

Não vi o filme, mas compreendi o que quis dizer.
:)